
Iceni
Âmbar

Âmbar
Espetáculo de perfume!
Quem me acompanha sabe que não sou muito fã de perfumes doces, mas o Iceni é bastante curioso nesse aspecto. Toda vez que a fragrância parece caminhar para um dulçor maior, entram as especiarias e as resinas trazendo novamente equilíbrio para a composição.
A abertura é muito interessante. O elemi já traz esse caráter resinoso e balsâmico, com nuances frescas e levemente cítricas, enquanto a canela e as demais especiarias acrescentam calor e contraste.
E preciso destacar a mirra, porque foi uma das notas que mais gostei no Iceni. Conforme a fragrância evolui, ela aparece reforçando esse lado resinoso, quente e profundo da composição. Para o meu gosto, é um dos grandes destaques do perfume.
Ao mesmo tempo, sândalo e baunilha trazem cremosidade e dulçor. E é justamente essa combinação que me conquistou. Quando começo a achar que o perfume vai ficar doce demais, a mirra, as especiarias e as demais resinas aparecem novamente e colocam tudo no lugar.
Mesmo tendo baunilha, fava tonka e outros elementos que contribuem para o dulçor, em nenhum momento ele ficou excessivamente doce para mim. O resultado é um perfume rico, complexo, resinoso, especiado e muito bem equilibrado.
Sobre a performance, nem vou comentar muito, porque os números já falam por si. Simplesmente fora da curva e entra diretamente para o ranking dos perfumes de melhor performance que já testei.
Foram incríveis 28 horas de fixação na minha pele. Mas, além dessa performance absurda, o que realmente me ganhou no Iceni foi a construção, principalmente o trabalho da mirra e a forma como resinas, especiarias, sândalo e baunilha conseguem equilibrar tão bem o dulçor.
Teste publicado em 28/08/2026.
elemi
canela, cravo, noz-moscada, jasmim, cravo-da-índia, néroli, gengibre, pimenta rosa
mirra, sândalo, baunilha, cashmeran, cedro, fava tonka, ládano, patchouli, papiro, almíscar, musgo, vetiver



